Rodrigo Savazoni

Jornalista, escritor e realizador multimídia

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CARNAVAL

(Tiradentes, 2015) Para Celso e Marília Um trombone uma tuba um fagote um pistom, a cabeleira do Zezé, a peruca do vovô, o Abre Alas da Chiquinha. Pierrô bêbado chora a saudade da Colombina que não conseguiu tomar a última maria fumaça vinda de São João del Rey. Castiçais de estanho, taças de cristal e… Continuar leitura

LEVEZA

(Santos, 2014) para Sérgio Cohn Poema cavalga uma ribanceira até encontrar leveza. Depois que encontra flutua vira pluma: espuma densa sobre curso d’água. E o rio não para.

GUARDADO

Tem um tipo de poema que nasce no guardanapo pula pro sulfite migra pro Moleskine até que, datilografado, vai parar na vala comum de um disco rígido: esse é o poema guardado.

À MÁQUINA

A máquina de escrever é boa pra poema com e sem rima, por permitir a visão da palavra e da posição do verso na página. Um dia eu quis uma máquina pra escrever poesia, encontrei uma, elétrica, tão bonita, mas ela estava sem fita.

A MULHER E O MAR

(Santos, 2015) o mar a mata o ar o arado na época dos patriarcas em escala reversa e perversa, perdemo-nos em pesadelos de desunião quando só o que temos – veja bem – só o que temos é a imersão nas águas é a comunhão das almas é a disperão das festas – de nossas… Continuar leitura

AMANHECER

para Lia Rangel Eu iria à praia daqui a pouco apenas para escrever seu nome na areia, não fosse a certeza de que a praia será encoberta pelas águas em consequência do aquecimento global. A ideia do degelo das calotas polares deixa-me ensimesmado, imobilizado você diria, e exaspera-me o fato de a humanidade sucumbir a… Continuar leitura

UM NOVO SETÊNIO

O Rafa Mantarro me mandou uma colagem de fotos minhas disponíveis na internet. São muitas caras e as que mais gosto são a do Kurt Cobain e a do Caníggia, uma safadeza dele, lembrando os idos tempos em que eu ainda empunhava uma guitarra e jogava alguma bola. Chegando nesta madrugada aos 35 anos, tenho… Continuar leitura

Antropofagia, tropicália e cultura digital

“Pois bem: a viagem poética dos novos media – da holografia à poesia no computador – descende em linha direta das vanguardas históricas e neovanguardas” (Antonio Risério, em Ensaio sobre o Texto Poético em Contexto Digital) “A chamada inteligência brasileira, com raras exceções, ainda não percebeu a mudança evidente que está ocorrendo, nem as possibilidades… Continuar leitura

SEM TÍTULO

(Santos, 2014) Foda-se o porvir, essa palavra de poeta. Eu quero o agora, em suas muitas formas: pode ser uma aurora, uma banheira morna, uma viagem a Bora-Bora, ou quem sabe um mergulho: eu e você na floreira de alfazemas.

CRÔNICA SOBRE O VENTO

(Santos, 2015) O vento quente que sopra do mar anuncia a chegada da tempestade: não há o que se possa fazer. Para mim, o mais difícil é pensar que esse vento, mensageiro, também anuncia a partida do sol de outono. Os dias que se seguem à passagem do vento são dias de chuva e cinza… Continuar leitura